
A vocação de Rafael Pompeu pela música começou muito antes de ter um instrumento, fazendo paródias de músicas conhecidas com os amigos na escola. Sua vontade no início da adolescência era de montar uma banda com músicas satíricas que se chamaria Pão com Mortadela, bastante influenciada pelo sucesso dos Mamonas Assasinas na época. Infelizmente pelo total despreparo musical de todos os amigos, que não sabiam tocar sequer um instrumento, a banda nunca saiu de suas imaginações, ou das letras engraçadas batucadas nas carteiras da escola.
Pompeu já sonhava em um dia ocupar o posto de vocalista em alguma banda, mas achava que para isso também precisaria aprender algum instrumento, e então se apegou ao violão lhe dado pela avó materna, que também lhe pagou as primeiras aulas.

Após iniciar o contato através da internet com Colin Hay, vocalista da banda australiana Men at Work, grande sucesso nos anos 80, e acompanhar uma turnê do cantor na região de Los Angeles em setembro de 2001, Pompeu voltou inspirado para o Brasil, motivado a iniciar uma carreira artística.
Sua primeira apresentação em público aconteceu em janeiro de 2002 no palco do Clube XV, em Socorro, sua cidade natal, durante um Sarau, onde tocou quatro músicas, acompanhando – por improviso – dos músicos Pepe de Marco (bateria) e Clayton Souza (teclado).

Enquanto não havia formado repertório e experiência suficiente para fazer shows inteiros, Pompeu dava “canjas” nos intervalos dos artistas locais Ademir Cantor, Maurício Mello, Mário Niero e Emiéss, que lhe transmitiram muito conhecimento, segurança e motivação para seguir adiante.
Ao mudar-se para Espírito Santo do Pinhal em 2003, para iniciar a faculdade de Publicidade e Propaganda, Pompeu afastou-se um pouco da música, porém não por muito tempo. No final do ano queria montar uma banda e começou a pensar nos músicos que conhecia e poderia chamar, eis que ao voltar para Socorro deu carona para algumas pessoas que estavam indo a um ensaio.
A banda que iria ensaiar não tinha vocalista e Pompeu, que sempre carregava seu violão, foi convidado a entrar e cantar com eles. O posto de vocalista acabou ficando com Pompeu e estava formada a banda Freeway, batizada por ele.

Em novembro de 2004, Colin Hay voltou ao Brasil para fazer shows e Pompeu foi convidado por sua produção para acompanhar a turnê. Ao lado do ídolo e amigo, e sua banda, Pompeu viajou para Uberlândia, Goiânia e Brasília, trabalhando como assessor de imprensa, levando o cantor para entrevistas em emissoras de rádio e TV. Após o showem São Paulo, Pompeu teve a oportunidade de apresentar Colin Hay aos seus familiares, amigos e colegas de banda.
Pompeu começa a compor músicas para a Freeway. As dez primeiras composições foram gravadas pela banda no ano de 2005, no estúdio de Totonho Monteiro em Socorro. Asmúsicas foram reunidas na demo intitulada “Da Estrada Pra Estrada”, que foi lançada pela internet.
A banda faz diversos shows no interior de São Paulo e Minas Gerais e desfruta de uma boa recepção no bar underground “O Gatto” em Socorro, onde evolui muito suas apresentações.

Durante esse mesmo período, Pompeu iniciara um contato com os integrantes do Ira!, banda que estava influenciado bruscamente sua maneira de compor e interpretar.
Em junho de 2006, abanda esteve nos estúdios da MTV em São Paulo, onde gravaram um teste para o programa Covernation, fazendo cover do Men at Work, com a participação dos músicos Lucas Figueiredo (saxofone) e Clayton Souza (teclado). Apesar de um desempenho muito elogiado pela produção, a participação não chegou a ir ao ar pela remoção do programa da grade da emissora.
Poucos meses depois, por questões de registro de marca, a banda muda seu nome para Rockstrada, nome sugerido por Pompeu.

A Rockstrada encerra o ano de 2007 de uma maneira muito especial, abrindo o show de Colin Hay no palco do HSBC Brasil em São Paulo. Para a apresentação a banda recebeu o baterista do Ira!, Andre Jung, como convidado especial. A banda australiana Spy Vs Spy também fazia parte da atração.
A divulgação do show expôs o nome da Rockstrada em diversas mídias, inclusive na EPTV, afiliada da Rede Globo em Campinas, onde Rafael Pompeu contou sobre a maneira como conheceu Colin Hay e a formação da banda.
Pouco antes do fechamento do bar “O Gatto” em Socorro, Pompeu voltou a se apresentar em formato solo acústico, paralelamente à banda, como não fazia desde antes de entrar na Rockstrada.

Pompeu realizou outro grande sonho pessoal e profissional ao cantar ao lado do vocalista Nasi, em abril de 2008, durante show da Rockstrada na cidade de Poços de Caldas. Nasi e Pompeu dividiram os vocais em clássicos do rock ‘n roll como “Satisfaction”, “Should I Stay Or Should I Go”, “Born To Be Wild”, “I Wanna Be Sedated”, entre outros.
Após a entrada do baterista Emerson Silva em maio de 2008, e a assinatura de contrato com a gravadora independente No Meu Canto | Music, a Rockstrada inicia a produção de seu primeiro álbum de estúdio. A esta altura a banda possuía em torno de 30 músicas autorais, das quais 13 foram selecionadas para entrarem no CD.

A cantora socorrense Susy Bastos sempre foi uma grande inspiração para Pompeu desde que se conheceram em 2001 numa entrevista para um programa de rádio que ele apresentava. Ao longo dos anos a amizade foi crescendo até que um dia Susy o convidou para dar uma canja em um de seus shows. A canja acabou se tornando um dueto, que agradou a todos e principalmente a Pompeu que se sentiu muito realizado de cantar ao lado de mais uma artista que ele admira. A participação de Pompeu em shows de Susy voltou a acontecer várias vezes, para alegria do mesmo, inclusive no palco de casa onde ela sempre costuma se apresentarem São Paulocomo 6:01 e O Barbaro.
Durante o ano de 2009 a Rockstrada basicamente focou seus esforços na gravação do seu primeiro álbum, sob a produção de Rodrigo Signorini, diretor da No Meu Canto | Music.
A banda foi convidada pelo SESC Catanduva para fazer um show em tributo ao Ira!, que foi apresentado em janeiro de 2010 com a participação de Andre Jung. A ideia deu tão certo que o show foi levado para outras cidades no estado de São Paulo, inclusive na capital, onde se apresentaram no Manifesto e Kazebre Rock Bar.
Em setembro de 2010 foi lançado o primeiro DVD solo do guitarrista do Ira!, Edgard Scandurra, e Pompeu está entre os convidados do músico nos extras do disco.

Em contrapartida Edgard Scandurra participa da faixa “Fim do Mundo”, composta por Pompeu, presente no álbum da Rockstrada. A gravação desta participação foi realizada no home studio de Andre Jung, que serviu de base para a criação dos últimos álbuns e ensaios do Ira!. Andre Jung também participa do CD fazendo percussão em duas faixas, assim como Michelle Abu (integrante do álbum e turnê “Acústico MTV IRA!”), que faz um belo solo de timbau em “Coração de Pedra”, faixa de abertura do álbum.

“Novo Caminho”, o primeiro álbum da banda, foi lançado em fevereiro de 2011 na Livraria da Esquina em São Paulo. O álbum contém 13 faixas autorais, compostas por Pompeu, algumas em parceria com seus colegas de banda. “Novo Caminho” é o primeiro trabalho fonográfico que reúne dos ex-integrantes do Ira!, desde a separação da banda em setembro de 2007.

O cantor Nasi lançou em outubro de 2011, durante seu programa na Kiss FM a música “Riding Like a Zombie”, composta por Pompeu, faixa bônus do CD da Rockstrada.
Após sete anos, a parceria de Pompeu com os três músicos da formação original da Rockstrada chega ao fim. Então ele e o baterista Emerson resolvem seguir com a banda e recrutam o guitarrista Vitor Souza e o baixista Roni Szabo, para darem sequência nos trabalhos. Renovando não somente a formação, mas a maneira de compor e arranjar as músicas, além do repertório e performance nos shows, agradando uma nova classe de fãs. Pompeu passa a tocar guitarra, além de cantar, rebuscando aquele seu pensamento do começo da adolescência, que iria precisar aprender também algum instrumento para ser o vocalista.

Paralelamente ao trabalho da Rockstrada, Pompeu continua se apresentando em formato acústico, apresentando músicas que fazem parte dos seus dez anos de carreira, suas principais influências e composições.

